Job Rotation é o futuro

Fazer mais do mesmo não parece ser o melhor caminho para o aperfeiçoamento e capacitação profissional. Exercer a mesma função pode enfraquecer a construção de uma carreira, fazendo com que algumas das habilidades deixem de ser desenvolvidas, desperdiçando potenciais incríveis.

Essa inércia prejudica não só o profissional, como também toda a organização, pois perde-se o espírito coletivo ligado à estratégia do negócio.

Por outro lado, uma nova conduta corporativa vem ganhando espaço entre os empreendedores modernos: o Job Rotation – sistema circular onde os colaboradores se revezam entre diferentes departamentos para que aprendam os desafios de cada área.

O “pulo do gato” desse sistema é preparar a equipe para novos desafios, desenvolvendo uma verdadeira e ampla visão sistêmica da empresa.

Apesar de parecer comum e de ser utilizado em programas de estágios em multinacionais, a prática vem ganhando espaço em empresas de todos os portes e segmentos. O Job Rotation oferece muitas vantagens, mas é preciso tomar certos cuidados para que não gere insatisfação na equipe, pois ao testar o funcionário em atividades diferentes, a empresa consegue identificar qual departamento é o mais alinhado com suas aptidões e a vaga precisa existir de fato para não gerar frustração – perfil e desempenho são cruciais para alocar o funcionário certo na área certa.

O programa bem aplicado tira o colaborador da zona de conforto, oferecendo a oportunidade de encarar um novo desafio. Para o sucesso do programa, tudo deve ser planejado para que o funcionário possa aprender sem que o andamento do setor seja prejudicado no período.

Ao final do programa dê feedback e faça com que o colaborador exponha os seus aprendizados após suas experiências em cada área. Essa iniciativa aumenta o dinamismo, a motivação e o engajamento de todos através do conhecimento.

Por Mônica Pavan