A segunda edição do estudo “Os Cinco Pilares dos Riscos Empresariais – Visão abrangente e integrada sobre os fatores de riscos” – realizado recentemente pela Deloitte em parceria com o IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa) – traz como tema uma visão abrangente e integrada sobre os fatores de riscos (operacionais, cibernéticos, financeiros, regulatórios e estratégicos).

Quase 73% das empresas pesquisadas apresentam uma política de gestão de riscos formalizada. Entre os tipos de riscos, os operacionais são os que mais têm processos definidos para mitigação, seguidos por riscos financeiros e regulatórios. Os riscos cibernéticos são os que menos contam com processos ainda, mesmo diante de tantos ataques.

A tendência é que as empresas adotem cada vez mais uma postura ética e promovam revisões em suas políticas de compliance e gestão de riscos. Ultimamente as empresas são expostas diante de suas deliberações éticas e isso já chama a atenção dos especialistas em Recursos Humanos: decisões não podem ser tomadas em benefício
próprio ou de terceiros, sob o risco de ter sua imagem e reputação abaladas.

O mais surpreendente é que nove em cada dez empresas já possuem um planejamento estratégico formalizado, o que revela que estão focadas em entender as necessidades e as expectativas do mercado, de forma a estarem melhor preparadas e se mostram atentas em como podem evoluir.

A evolução da tecnologia, as transformações no comportamento do consumidor e as mudanças regulatórias estão tornando o ambiente de negócios mais dinâmico, mas também trazem novos riscos. Nesse sentido, as empresas ainda têm a avançar nas práticas de identificação, avaliação, resposta e monitoramento de riscos emergentes.

De acordo com o estudo, o desafio é agora fortalecer a gestão dos riscos estratégicos e cibernéticos. Os riscos operacionais de conduta antiética e fraude são os mais gerenciados pelas organizações, seguidos dos riscos de aderência a regras da empresa. Entre os riscos financeiros, os mais regulados são os relacionados ao fluxo de caixa e à integridade das demonstrações financeiras, o que revela a preocupação das empresas não apenas com os resultados, mas também com o compliance dos aspectos fiscais.

E como alerta, os maiores desafios apontados foram os seguintes: cultura da organização; falta de prioridade da administração; criação de uma metodologia eficiente de gestão de riscos; custos e restrições orçamentárias, assim como, a falta de integração entre as áreas de riscos, controles, compliance e auditoria interna.

Por Mônica Pavan