A carga tributária no Brasil e a baixa capacidade de produzir tecnologia impactam diretamente na produtividade do país, mas a reforma trabalhista aprovada aumentará a eficiência para empregados e empregadores.

A folha de pagamento nas empresas e indústrias brasileiras é responsável por mais de 30% dos custos totais das organizações. Algumas, mais extravagantes, beiram os 50%.

Normalmente, quando a redução de custos é necessária para equilibrar os cofres, o corte de pessoas é a iniciativa imediata. Mas, nem sempre é a melhor solução quando nos deparamos com a necessidade de aumentar a produtividade para garantir a saúde do negócio. O corte de gente reduz gastos apenas nos primeiros meses, mas impacta diretamente no aprendizado assumido por novos profissionais, que ficam operando à “meia luz” até criarem confiança na nova função – a formação custa caro.

Li, recentemente, em um artigo que o “grande desafio que os empresários e executivos não conseguem superar é o de preparar suas organizações ou áreas a serem mais produtivas antes da necessidade urgente de se reduzir gastos”.
Sempre quando analisamos centros de custos bem detalhados, itens mais genéricos e pouco mensuráveis tornam-se vilões, sendo responsáveis pela terceira colocação no ranking de gastos, aparecendo antes mesmo de temas mais relevantes como marketing, por exemplo.

A redução de gastos exige das empresas muita técnica e energia. Abrir e analisar todos os itens dos centros de custos podem representar a iniciativa mais longa, porém se torna a mais efetiva e eficiente. Presenciei iniciativas como estas responsáveis por reduzir cerca de 10% dos gastos totais de uma empresa, sem prejudicar a produtividade ou gerar novas despesas com indenizações de rescisões de trabalho. O orçamento é um padrão que deve se basear na melhoria da produtividade, dentro do conceito de consumir menos para realizar as mesmas atividades.

Portanto, vale repensar por onde começar para ser mais eficiente e econômico, ou seja, produzir muito, gastando menos. O desafio é grande, mas não impossível. Vale tentar e testar!

Por Mônica Pavan, CEO Agrhega Consultoria